Presidentes com amor ao futebol
Um meu adorado e velho mestre, certo dia, perguntou-me se queria ser como o robalo ou como a tainha. Na sua metáfora cromática estava implícita a distinção entre jornalistas capazes de buscar alimento vivo na rebentação, e os outros que se alimentam perto dos esgotos da propaganda fácil. Hoje está moda exagerar qualquer tempestade, vaga de calor, incêndio ou tremura subterrânea – quantas vezes já ouvimos e lemos a classificação apocalíptica de ‘maior de sempre’. Também o futebol nunca esteve imune ao vírus da hipérbole.
