Vender para não perder

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Depois da forma insólita como o Benfica chegou ao empate no Dragão, tenho de recordar o que aqui se escreveu sobre os excesso de mexicanos no plantel do FC Porto. Foi logo no início da temporada. O FC Porto, não quis ou não conseguiu vender nenhuma das suas joias mexicanas. Pagou por isso no passado domingo.

Um clássico, que estava controlado para uma magra, mas justa e saborosa, vitória, virou para empate por via do descontrolo de Herrera.

Nenhum treinador pode adivinhar que um jogador internacional, teoricamente experiente, vai ter uma paragem de cérebro daquela dimensão. Quem pode achar possível que, virado para a sua linha de fundo, um jogador remate, forte e denunciado, visando o corpo de um contrário, que se desvia e ganha, de borla, o canto donde sai o golo?

Quem pode achar possível? Se Nuno Espírito Santos quiser sujeitar-se a um exercício doloroso mas construtivo, deve sentar-se com o seu presidente a ver os vídeos dos jogos da seleção mexicana na última Copa América. Verificará o que se pretendia dizer nesta coluna, quando alertámos para o facto de três mexicanos num plantel se poderem aproximar perigosamente de um grupo de mariachis. Ontem foi Herrera, amanhã será Corona. É Layún o mais constante dos três internacionais do país da tequila, mas mesmo este, principalmente quando joga na esquerda, cumpre mal a linha de fora de jogo defensivo e é brando nas marcações. Em regra, o futebolista mexicano joga bem mas marca mal.

Depois de Pinto da Costa e o seu técnico verificarem a montanha russa dos seus jogadores ao serviço da respetiva seleção nacional, podem fazer um pacto de silêncio sobre a coisa, e venderem, pelo menos um, no mercado de janeiro.

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