Vitória e Jesus
Pior do que os debates das presidenciais, só o debate dos candidatos ao título de campeões nacionais. Jesus e Vitória andam pegados de uma forma rasteira, que em nada dignifica ambos, nem a profissão.
Há muitos anos, um sábio homem disse-me que, quando se bate à porta, ninguém pergunta quem foi, todos perguntam quem é. Jesus andou pelos pelados do Amora, e Vitória por outros igualmente feios e ásperos. E depois?
O que importa é que agora se defrontam num dos mais apaixonantes campeonatos das últimas décadas, até porque o FC Porto está longe de ter atirado a toalha ao chão, principalmente agora, que Pinto da Costa deixou cair o empata génios.
Que importa onde andava Jesus quando tinha a idade que tem agora Rui Vitória? Esse é um argumento pífio. Alguém soprou a Vitória, mas só o apouca. O que quer Vitória dizer com isso? Que ainda está a sair dos juniores treinadores? Que por ser menos velho pode falhar no sprint final? Que tem mais futuro?
Ora no futebol o futuro é sempre hoje. E, hoje, Jesus é um treinador de top, sim senhor! E Rui Vitória também tem condições para o ser. Ambos terem respirado o pó que Deus soprou, nos pelados por onde tiveram de andar, só os enobrece. Também Mourinho se fez por essas terras. Mas ele, Mourinho, já vinha de uma linhagem nobre. Jorge e Rui são povo do povo. Este ano, só um vai ganhar. Mas seria bom que ambos se respeitassem. Mesmo que Jesus saiba que Vitória se comprometeu com o Benfica muito antes do final do anterior campeonato.
