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Paulo Futre
Paulo Futre

O incrível destino de Rui... e Rúben

Ao longo da minha carreira tive o privilégio de jogar com grandes pontas-de-lança. Para um extremo como eu, que adorava dar assistências de golo, foi um luxo começar neste mundo profissional quando tinha 17 anos a jogar e a treinar todos os dias no Sporting com dois génios como eram o grande capitão Manuel Fernandes e o Jordão.

Quando cheguei ao FC Porto, com 18 anos, encontrei outro gigante. O ‘Bibota’ de Ouro Fernando Gomes era mesmo um fenómeno, tinha movimentos únicos dentro da área, e fizemos uma dupla de sonho. Na época 1984/85 ele fez a barbaridade de 39 golos, ganhou a Bota de Ouro pela segunda vez, fomos campeões nacionais e fui considerado o melhor jogador do campeonato. Seria impossível consagrar-me rapidamente no futebol português e começar a ser cobiçado por equipas das grandes ligas da Europa se não tivesse um goleador genial como o Fernando Gomes a meu lado naqueles três anos de sonho que joguei no FC Porto.

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Lá fora, no Atlético Madrid, também fiz uma boa dupla com o Baltazar, que foi Bota de Bronze da Europa na época 1988/89 e máximo goleador do campeonato espanhol com 35. E também com Manolo, que, com os seus 27 golos, foi o goleador da liga espanhola na temporada 1990/91. Em Itália, no AC Milan, tive como companheiro o fora de série George Weah , Daniele Massaro e Marco Simone. Em França, no Marselha, os dois goleadores eram os incríveis Rudi Völler e Alen Boksic.

Mas o único com quem tive o privilégio de jogar em dois clubes diferentes (Benfica e Reggiana) foi o Rui Águas. Além destes pontas-de-lança que referi, joguei com muitos outros craques que fizeram carreiras incríveis e alguns estão entre os melhores jogadores da história do futebol, como Maldini, Baresi ou Baggio, mas o Rui Águas também fez algo incrível e único.

Desde que me retirei do futebol em 1998, até aos dias de hoje, conheci muitos jovens de vinte e poucos anos que jogavam na 2.ª divisão e 2.ª B, tanto em Portugal como em Espanha, e a todos falei da história do Rui Águas. Se eles já só tinham uma pequena esperança de ainda ter uma oportunidade para chegar ao topo, de concretizarem o grande sonho de jogarem na 1.ª divisão e num grande clube, dizia-lhes sempre isto: "O primeiro jogo que o Rui Águas fez na primeira divisão portuguesa foi com o Portimonense e tinha 23 anos. Quando chegou ao Benfica na época 1985/86 já estava com 25 anos. Um ano depois esteve no Mundial do México e mais tarde jogou num outro grande clube de Portugal como é o FC Porto. Hoje está entre os melhores pontas-de-lança da história do futebol português. O Rui Águas chegou ao topo aos 25 anos e, a partir de agora, ele vai ser a tua referência para continuares a lutar com mais força do que nunca por esta oportunidade e pelo o teu sonho." Ao ouvirem este exemplo maravilhoso do Rui, a confiança e a esperança deles crescia enormemente.

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Recordo-me desta história porque o homem do momento da liga portuguesa faz 31 anos em agosto e, incrivelmente, há dois dos três grandes clubes de Portugal interessados nele. Se assinar por um tubarão, como tudo indica, da próxima vez que falar do Rui Águas a algum jovem a história será a mesma mas com este final: "...e o Rúben Ribeiro, depois de jogar no Leixões, Penafiel, Beira Mar, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Boavista e Rio Ave, nunca desistiu e conseguiu concretizar o grande seu sonho aos 30 anos." O futebol tem histórias maravilhosas e esta do Rúben será uma destas!

A resposta de Guillermo Amor

Guillermo Amor é o diretor de relações institucionais do Barça. Depois do jogo da semana passada fizeram-lhe esta pergunta: "Houve reunião entre Bartomeu (presidente do Barcelona) e a família de Griezmann?" Ele, tranquilamente, não desmentiu e respondeu. "Pode ser que tenha havido um aproximação..." Rebentou a caldeirada! Dias depois a FIFA confirmou, através de um porta-voz, já ter recebido uma denúncia por parte do Atlético Madrid contra o Barcelona, devido a alegados contactos ilegais por Antoine Griezmann. Aquela resposta surreal de Amor pode vir a custar muito caro ao Barcelona.

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O clássico mais visto

O jogo de ontem entre Real Madrid e Barcelona foi o clássico mais visto da história. Devido à data natalícia, ao horário da partida (13 horas de Espanha, que coincidia com o ‘prime time’ da Ásia) e à transmissão para 185 países, houve mais de 650 milhões de pessoas em todo o Planeta a ver o clássico. Que barbaridade! E três portugueses estiveram presentes neste evento histórico. O melhor jogador do Mundo, Cristiano Ronaldo, foi titular, André Gomes e Nelson Semedo estavam no banco do Barça e entraram na segunda parte. Parabéns aos três.

Feliz Natal

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Hoje é 24 de dezembro, um dia muito especial e de muitas recordações para todos. Para mim, nem todas foram boas. As três operações que fiz ao joelho aconteceram perto do final do ano e, por isso, não pude viajar para junto da minha família. Foram Natais difíceis e, por muitos anos que passem, esses momentos acabam sempre por vir-me à memória. Mas, acima de tudo, guardo as memórias boas dos Natais que passei com a família e amigos quando jogava no estrangeiro – eram os dias mais esperados do ano. Desde estas linhas quero desejar um Feliz Natal a todos os leitores de Record!

Por Paulo Futre
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