Azar brutal destino glorioso

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Pensámos em tudo aquilo que nos poderia acontecer. Fizemos as previsões mais arrojadas, construímos os melhores sonhos e até os piores pesadelos. Projetámos resultados, vitórias, derrotas, goleadas. Imaginámos tudo mas nunca, nunca, nos passou pela cabeça que Cristiano Ronaldo ficasse fora da final. Ter jogado 10 minutos (porque os restantes 20 que esteve em campo não foi mais do que um exemplo de abnegação) não é jogar. Sobretudo num dia como aquele que lhe estava reservado e que sonhava desde ainda miúdo quando em 2004 chorou em pleno Estádio da Luz a derrota com a Grécia na final do Europeu.

Olhar para Cristiano sentado no relvado com as lágrimas a caírem-lhe pela face foi dos momentos mais dolorosos que testemunhei. Só conseguia questionar-me sobre a sua injustiça e crueldade. Ele que faz sempre mais de 60 jogos por época e centenas de treinos como é que lhe pode acontecer tamanha infelicidade num momento tão especial.

O azar brutal reservado a Cristiano uniu a equipa, tornou-a ainda mais solidária e levou-a a um destino glorioso.

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