Mudar o 'chip'... é a solução
Depois de fechar o mercado inglês na quinta-feira, imaginei como ficaram animicamente todos aqueles jogadores que já tinham as malas feitas para viajar para Inglaterra e acabaram por ficar em terra. A minha maior deceção foi em maio de 1991 e para refrescar a minha memória entrei na hemeroteca do Google. A imprensa espanhola daquela altura dizia coisas como estas: "A notícia bomba que se ia anunciar era que o presidente Jesus Gil y Gil ia vender Futre, mas resultou na confirmação de que o português seguirá no Atlético. O presidente convocou ontem uma conferência de imprensa surpresa, junto ao vice-presidente do Paris Saint-Germain, para comunicar que Futre permanecerá, já que o clube francês não pôs em cima da mesa os 1.000 milhões de pesetas que ele pedia." "Não se vai fazer a operação, a diferença entre o que me ofereceram e o que eu pedia é enorme. Mas apesar de os franceses irem por um mau caminho porque são novatos no futebol, ficamos com uma boa relação." Futre, depois de saber que não houve acordo entre os clubes, não saiu da sua residência todo o dia, e foi o seu pai que apareceu à porta da sua casa e informou a imprensa presente: "O meu filho não vai fazer declarações, porque mais que triste está deprimido." E estava mesmo...
