O clã Aveiro

Adicione como fonte preferencial no Google

Depois do início de época menos bom do Cristiano Ronaldo, os seus inimigos (que não são poucos) começavam a ter esperança e a sonhar que o ‘Bicho’ não ia ganhar a Bola de Ouro. Todos eles sonhavam e pensavam como o jornalista do ‘Sport’ de Barcelona, Lluis Marti, que escreveu este artigo – intitulado ‘As razões por que Cristiano Ronaldo não deve ganhar a Bola de Ouro 2016’ – no dia 3 de novembro:

"O Cristiano Ronaldo conquistou o Europeu de França e a Champions League na temporada 2015/16, sendo o máximo goleador. Entre todas as competições, marcou 51 golos, mas o português não teve só alegrias e vê que não há maneira de se afastar da sombra de Messi. Os títulos estão aí, mas a realidade é que Cristiano não foi decisivo no momento em que se decidiam estes títulos. Houve jogadores mais importantes que ele durante a temporada. O seu eterno rival (Messi) tem mais razões para conseguir a Bola de Ouro", dizia. "O português está a passar a pior crise goleadora no Real Madrid neste início de época. Nos 10 jogos que disputou, alinhou 678 minutos e só fez 4 golos: dois na Liga e dois na Champions. O que dá um golo a cada 169,5 minutos", acrescentava. E de seguida tentou sustentar ainda mais a sua ideia, lançando outros dados que considerava válidos:

"Não brilhou na final da Champions League: Cristiano conquistou com o Real a 11.ª Champions da história do clube, mas o seu papel na final foi muito pobre e chegou a especular-se que tinha jogado lesionado. Sim, marcou o último penálti que dá a vitória, mas numa final decidida em penáltis, o importante é

marcar, seja ele o primeiro ou o último."

"O seu Euro foi discreto: Cristiano foi chamado a liderar a Seleção de Portugal durante o Europeu, mas a sua atuação em França esteve muito longe do nível esperado. Apareceu contra a Hungria e País de Gales, mas passou despercebido com o resto dos rivais: Islândia, Áustria, Croácia, Polónia e França. Na final, lesionou-se no minuto 8 e teve que conformar-se em ver o jogo fora das quatro linhas".

"Éder foi o herói de Portugal: Fora do campo, Cristiano viu como a Seleção portuguesa se convertia em campeã de Europa, sem que ele fosse determinante. Todo o protagonismo levou Éder, avançado de segundo nível que teve o seu momento de glória no prolongamento. A final de França ficará para a história como a final de Éder e das lágrimas de Cristiano."

"Pobres rivais na Champions e no Euro: Real Madrid e Portugal foram os grandes vencedores coletivos da época, mas não podemos esquecer que o caminho das duas equipas até ao título foi incrivelmente fácil. Roma, Wolfsburgo e Manchester City foram os rivais dos merengues antes de derrotar o Atlético na final da Champions.

No Euro, os oponentes dos portugueses ainda foram mais fáceis: Islândia, Áustria, Hungria, Croácia, Polónia e Gales antes de ganhar a França ,o único jogo que tiveram com um rival forte. Mas, mesmo assim e apesar de jogarem com rivais muito inferiores, Portugal, nos 90 minutos, só conseguiu ganhar ao País de Gales."

"Não ganhou a Liga nem a Copa de Espanha: A nível de clubes, o Real Madrid só ganhou a Champions League a temporada passada. A Liga e a Copa ganhou o Barça, que também conquistou a SuperCopa da Europa e o Mundial de Clubes."

"Não foi o melhor marcador: Cristiano não foi o máximo goleador do campeonato espanhol. Luis Suárez, com 40 golos, foi Bota de Ouro europeu e o melhor marcador da liga."

"Em 2004, ganhou Shevchenko: O Europeu de França foi dos mais pobres que se recorda, o nível foi muito parecido ao que ganhou a Grécia em 2004. Nesse ano, a Champions League foi do FC Porto, mas quem ganhou a Bola de Ouro não foi um grego, nem nenhum dragão, mas sim o milanista Andrei Shevchenko. Na segunda posição ficou Deco e o primeiro grego da lista foi Zagorakis (5.º)."

Assim pensavam todos os inimigos do Cristiano Ronaldo até que, em poucos dias, fez 7 golos – 2 à Letónia, um hat trick ao meu Atlético Madrid e mais 2 ao Sp. Gijón – e o sonho deles foi por água abaixo.

Ainda assim, Lluis Mascaro (outro jornalista antiCR7 do ‘Sport’) escreveu esta frase com tanta raiva no dia 24: "Num Mundo em que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos pode acontecer de tudo. Inclusive que Cristiano Ronaldo ganhe uma Bola de Ouro que não merece." E acrescentou que sabia da reserva de vários quartos que Ronaldo terá feito num hotel de Zurique para 9 de janeiro, indiciando já ter sido informado que vai ser Bola de Ouro.

Na minha opinião, estes dois jornalistas raivosos (e todos os inimigos do CR7), lá no fundo já sabiam desde julho quem era o justo vencedor e que a família que iria estar em peso na Suíça em janeiro de 2017, a ver o seu menino a receber aquele prémio de sonho, só podia ser uma: o clã Aveiro.

Caldeirada da semana - Fábio Coentrão

Na terça-feira, após o jogo entre o Sporting e o Real Madrid, estava na capital espanhola – no estúdio da Rádio Ser – e a caldeirada estava montada depois do erro de Fábio Coentrão. Durante o massacre de críticas sangrentas que vários jornalistas estavam a fazer ao Fábio, esperava a minha vez para dar a resposta e pensava de que maneira ia defender o meu compatriota, mas não foi preciso. Antes de dar a minha opinião entrámos em direto na zona mista de Alvalade e o Coentrão disse isto: " Só eu e Deus sabemos o que passei. Voltei, mas as coisas não me estão a sair bem. Não sei o que se está a passar. Tive uma lesão muito grave, estou contente por estar bem fisicamente, mas dentro de campo as coisas não me saem bem. Sinto que os meus colegas gostam de mim e agora tenho de demonstrar dentro do campo que devo estar no melhor clube do Mundo. Mas não posso ficar se continuar assim."

Ao admitir o erro – e ao ser tão sincero – as críticas mudaram para elogios e todos disseram, depois destas palavras, que estava perdoado por todo o Mundo. Naquele momento disse três palavras: "Grande campeão, Fábio."

Nós lá fora - Tiago

Depois da grave lesão, que o afastou do Campeonato da Europa em França, o craque português voltou às grandes exibições. Esta semana, no jogo a contar para a Liga dos Campeões, contra o PSV, voltou a ser titular e foi determinante para a vitória dos colchoneros. Dando uma assistência genial a Griezmann para o segundo golo do Atlético Madrid. Praticamente um ano depois daquela maldita lesão, o mítico Vicente Calderón voltou a ver o talento e a classe do Tiago ao mais alto nível.

Parabéns Tiaguinho, és mesmo um grande campeão, amigo.

Álbum de recordações - O Rei Pauleta

Quando estou com o grande Pauleta, sempre me diz com carinho que fui uma grande referência para as gerações que vieram depois. Este elogio, vindo de um craque como ele, é um orgulho para mim.

Hoje, o Pauleta é uma grande referência para os jovens portugueses e esta semana senti um orgulho enorme em ser português ao ler esta notícia: "Pedro Pauleta foi eleito, num inquérito online da ‘France Football’, o melhor avançado do Paris Saint-Germain, ao ter 36 por cento dos 10.771 votos, mais 6 pontos percentuais do que o sueco Ibrahimovic. Apesar de este ter superado o português e ter-se tornado no melhor marcador da história do clube, a relação humana do açoriano com os adeptos parece ter ficado mais marcada no coração dos parisienses". O Rei da história de um enorme clube como é o PSG, é um português e, é o grande Pauleta. Parabéns, campeão.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade