O Miguel fez-me ser japonês
Quando saí de Portugal, aos 21 anos, a maior dúvida de grande parte da imprensa portuguesa e espanhola era sobre a minha adaptação a Espanha. Muitos diziam que, pela pressão que tinha em cima dos meus ombros, se me adaptasse rapidamente triunfava no futebol espanhol; se assim não fosse, estava condenado ao fracasso - tinham toda a razão. Felizmente, as coisas correram bem, a adaptação foi perfeita e serviu-me de experiência para os outros países onde joguei, como França, Itália e Inglaterra. Mas uma coisa é a adaptação a um país da Europa, outra é a adaptação social e também dentro do balneário a um país asiático com uma cultura completamente diferente da europeia - e isto são palavras fortes.
