O pesadelo Wrexham

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Na terça-feira, assim que o árbitro apitou para o final do jogo no Estádio do Dragão, a minha mente recuou até 1984 e, mentalmente, voltei a jogar uma partida de futebol. Nos três anos que joguei no FC Porto, vivi a maior glória que um profissional pode conseguir num clube, mas também vivi um dos grandes fracassos da minha carreira. Desde que me retirei em 1998, o FC Porto conseguiu grandes feitos, como por exemplo a conquista da Champions, em 2004. No entanto, naquela noite, a minha mente recuou até 1987, ao Estádio de Prater de Viena, e voltei a jogar aquela final histórica contra o Bayern Munique. No reverso da moeda, quando o clube tem algum fracasso enorme, como por exemplo o de terça-feira, com o afastamento da fase de grupos da Liga dos Campeões, por muito bom humor e bem disposto que esteja o meu estado anímico sempre mudou, muda e mudará radicalmente até ao último dia da minha vida. Por esta razão chamo a estas partidas os ‘jogos eternos’.

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