Os craques do meio-campo

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Durante vários anos, João Moutinho, Raul Meireles e Miguel Veloso foram os motores da seleção e deram-nos muitas alegrias. Quando estavam em grande forma formavam um trio de luxo e um dos melhores meios-campos da Europa, como demonstraram no Euro’2012, onde Portugal chegou às meias-finais sendo eliminado nos penáltis de forma injusta. Os três, durante muitas batalhas, foram o equilíbrio da equipa e davam muita tranquilidade e confiança à defesa . Por outro lado trabalhavam como guerreiros para que Ronaldo e companhia não tivessem tantas responsabilidades defensivas. Durante este tempo nunca tiveram concorrência. Podiam jogar bem ou mal mas eram sempre titulares e isto é o pior que pode acontecer a uma equipa que quer ganhar uma grande competição. No Mundial do Brasil estiveram irreconhecíveis mas tinham de jogar . A concorrência era quase nula. O Rúben Amorim era um bom suplente que dava variadas soluções, e o jovem William Carvalho tinha feito uma época espetacular sob as ordens de Leonardo Jardim mas estava ainda um pouco verde para assumir a titularidade.

Incrivelmente, dois anos depois do Mundial’2014 as coisas mudaram radicalmente no meio-campo. Parece mentira que 24 meses depois tenhamos tantos jogadores e de grande qualidade para o meio-campo. Sem dúvida que foi o sector onde Fernando Santos teve mais dores de cabeça para escolher. Mas qualquer um dos sete que levou pode ser titular contra a Islândia e isto é maravilhoso. Adrien, João Mário, André Gomes, Danilo, William e Renato Sanches cresceram enormemente nos últimos meses e juntamente com o mais veterano, Moutinho, estão mais do que preparados para assumirem a titularidade. A concorrência será tremenda como não se via há muito e jogará quem estiver em melhores condições.

Não tenho a mínima dúvida de que, neste momento, se há pessoa feliz com estes jovens craques é Ronaldo. Se o motor da equipa funciona perfeitamente, e com o Cristiano em boas condições, não há outra hipótese que não seja sonhar em sermos campeões em França. Que entremos com o pé direito na terça-feira e seja a primeira de muitas vitórias!

POSITIVO

Quaresma atacou com tudo a titularidade, demonstrando todo o seu génio, e o Cristiano com os dois golos à Estónia parece estar em boas condições. Esta dupla pode ser perfeita!

NEGATIVO

Uma vitória por 7-0, seja contra quem for, é sempre bom para o moral e confiança dos jogadores. O único problema é que, na sequência disso, não podemos entrar em excesso de confiança.

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