Seleção tem mais soluções

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Até ao minuto 117, o melhor jogador do Mundo não tinha feito um remate à baliza. Para mim, adepto do futebol de ataque, esta realidade é altamente penalizadora. Para Cristiano Ronaldo, seguramente também será. Mas uma competição desta natureza, no contexto em que a nossa Seleção a disputa, tem de levar em conta outros fatores que devem ser igualmente majorados, tais como o espírito de sacrifício e a capacidade de sofrimento. Ontem, Portugal fez valer essas virtudes.

Cristiano teve então, aos 117 minutos, a oportunidade de fazer o seu primeiro remate no jogo. Subasic desviou e Ricardo Quaresma estava no sítio certo para marcar o golo. O essencial estava feito e foi por aquele momento que todos lutaram até à última gota de suor. Quinta-feira lá estaremos em Marselha para jogar os quartos-de-final com a Polónia. Era o que interessava.

Mais do que medo, foi quase pânico aquilo que as duas equipas mostraram durante a 1.ª parte. O respeito mútuo foi tremendo e conduziu a um jogo lento, sem mudanças de velocidade, atado e sem espaços. Marcar golos tornou-se uma impossibilidade.

A entrada de Renato Sanches agitou o jogo. O ‘miúdo’ pode ter defeitos próprios da juventude, mas dá à equipa uma rapidez e uma verticalidade que são fundamentais para criar desequilíbrios e ruturas. Portugal melhorou muito, até porque ajudou João Mário a soltar-se. O João procurou o Renato, o Renato procurou o João e o jogo da Seleção fluiu melhor. A entrada do Quaresma reforçou a profundidade do jogo da equipa. O golo que marcou foi um prémio para a garra que todos manifestaram e para o grande espírito coletivo que revelaram. Foram de facto uma grande equipa.

As fragilidades defensivas evidenciadas no jogo com a Hungria não se repetiram. Os laterais estiveram muito bem e os centrais foram fantásticos. Pepe e José Fonte fizeram exibições de nota 10! Adrien Silva esteve também em grande nível e assumiu papel decisivo na batalha do meio-campo, condicionando a saída de bola de Modric, afetando, consequentemente, a construção de jogo da Croácia. Não faltam soluções a Fernando Santos.

Positivo

A entrada de Renato Sanches fez toda a diferença num jogo que estava demasiado adormecido. O lance do golo é o exemplo perfeito do que ele dá à equipa: explosão e verticalidade

Negativo

Não tínhamos tido razões de queixa das arbitragens, mas ontem ‘tiraram-nos’ um penálti escandaloso. Carballo podia estar tapado, mas o assistente de baliza tinha obrigação de marcar

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