A luz intensa

Pedro Adão e Silva
Pedro Adão e Silva Professor Universitário

Cinco jogos

O rol de resultados do Porto nas várias modalidades, nas duas últimas semanas, não deve ter paralelos nas últimas décadas. Três derrotas consecutivas com o Benfica no andebol (modalidade em que o Glorioso não conquistava um título há quatro anos); eliminação das competições europeias pela Oliveirense no hóquei; derrota com o Galitos e depois com a Ovarense no basquetebol; culminando com a dupla jornada negra no futebol, frente ao Tondela e Paços de Ferreira.

Uma sequência de resultados assim não pode ser fortuita ou fruto do azar – uma bola que não entrou e podia ter entrado –, nem sequer atribuída a erros de arbitragem. Quando os exemplos são demasiados e contrastam com a senda vitoriosa do passado, as explicações têm de ser outras e só podem ter causas estruturais. De igual forma que a dinâmica de vitória do Benfica, que vai acumulando resultados positivos e conquista títulos em todas as modalidades, parafraseando Luís Filipe Vieira depois do jogo de Munique, "não pode ter nascido por acaso".

Não se pense, contudo, que verto lágrimas de crocodilo pelo Porto de Pinto da Costa. Penso mesmo que o que se está a passar é um caso de justiça poética (ou até dourada!). A questão é outra.

Há, neste momento, uma grande expectativa entre os benfiquistas: o Sporting perderá pontos no dragão e o título ficará à nossa mercê. Temo que não seja assim. O mais provável, hoje, é que o Porto perca tudo o que tem a perder. Com consequências. Para alcançar o 35, o Benfica depende apenas de si e tem cinco jogos para vencer.

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