Identidade e mística

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Cresci nas imediações do Estádio e fiz-me benfiquista em longas esperas nos bancos de pedra corrida da velha Luz. Mas essa é parte da história. Não fora as escapadelas matinais para ver os treinos e acompanhar os jogadores, de papel e caneta em punho em busca de um autógrafo, no percurso entre o campo secundário e os balneários, porventura a ilusão seria de outra natureza. Na altura, quase não existia bolha. Os jogadores eram deuses em campo, mas estavam ali à mão de semear: a destreza do gigante Manuel Bento; a força como se de uma locomotiva se tratasse do Carlos Manuel; as fintas inebriantes, quase sem tocar na bola, do Chalana; a elegância a pairar sobre tudo o resto do Shéu; a inteligência do Nené, capaz de antecipar golos que ninguém vislumbrava; e a destreza técnica do Diamantino, que, mesmo naquela galeria, logo elegi como favorito. Eu tive o autógrafo de todos eles.

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