Maturidade

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No Benfica que jogou contra o Tondela entraram em campo seis jogadores com menos de 22 anos. Mais de metade da equipa. Não menos relevante, três deles jogaram na defesa – sector onde a experiência é fundamental. Não fora a já proveta idade de Júlio César e Luisão, a média dos titulares seria particularmente baixa.

Não há memória de um Benfica com tanta juventude e esta aposta em jogadores ainda em formação comporta riscos competitivos. Mesmo com muito talento em campo, é natural que uma equipa jovem por vezes trema e tenha flutuações emocionais. Claro está que os dois jogos desta época são uma amostra curta para tirar grandes conclusões, mas se juntarmos a aposta em sub-23 que vinha da temporada passada, o lastro já é significativo. O Benfica aposta na juventude e mostra maturidade competitiva que lhe permite vencer.

Quer na Supertaça, quer contra o Tondela, o Benfica teve momentos bem interessantes, mas, também, períodos menos conseguidos e nos quais podia ter sofrido golos. Apesar de tudo, mesmo quando teve menor controlo dos jogos, permaneceu uma formação organizada, sem sinais de instabilidade. Esta é a maior singularidade do Benfica hoje: uma equipa jovem, mas que, ao contrário do que seria de esperar, revela uma maturidade competitiva que não corresponde à idade dos jogadores. Talvez assim se perceba melhor a importância de manter uns quantos trintões, que oferecem à equipa bem mais do que as suas performances individuais em campo. Sem Luisão, Jonas, Jardel ou Júlio César, dificilmente.

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