O meu voto
Sou sócio do Benfica praticamente desde que nasci e, no entanto, votei poucas vezes em eleições para a presidência do clube. Desde os 18 anos, votei em Luís Tadeu, com a certeza de que o rumo teria sido bem distinto não fora o logro colossal em que os associados caíram, ao escolherem Vale e Azevedo. Não vivia em Portugal aquando da eleição de Manuel Vilarinho, mas vibrei à distância com o resgate do clube. Regressado a Lisboa, fui assistindo com fundado ceticismo à teia de opacidade que se foi construindo à volta de Luís Filipe Vieira. Em sucessivas eleições, optei pela abstenção, perplexo com o facto de os opositores que iam surgindo não só inspirarem menos confiança do que o próprio Vieira como estarem condenados a serem cooptados por este.
