Tarde e a más horas

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Há pouco mais de cinco anos, num texto intitulado ‘Jesus, fica’, escrevi no Record que, "com Jesus como treinador, o Benfica arrisca-se a continuar a ganhar. Sabemo-lo nós, benfiquistas, e sabem-no também adeptos e dirigentes dos nossos rivais. Para que Porto e Sporting vençam o Benfica, já não basta terem jogadores talentosos, precisam, também, de apresentar uma enorme solidez coletiva. O suplemento que Jesus oferece ao Benfica." Uns dias depois, o Benfica dispensou Jorge Jesus, por não ser compatível com o projeto desportivo do clube e ficava sugerido que quem ganhava campeonatos, afinal, era a estrutura. Sabemos bem o que se seguiu. Uma campanha contra Jorge Jesus, acusado de levar para o Sporting informação fundamental, culminando num processo risível em que o Benfica pedia uma indemnização de 14 milhões de euros ao treinador para compensar os adeptos. Pelo caminho, não faltaram provocações de parte a parte, todas elas desnecessárias. Já a equipa, empobreceu a olhos vistos.

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