Teremos sempre Paris
Já vai distante o tempo em que Gullit descreveu a Seleção portuguesa como jogando um "football sexy". A conquista de ontem foi construída de realismo e de uma dose adequada de cinismo. A Seleção já não entusiasma como no início da caminhada que consolidou Portugal nas fases finais das competições internacionais. Tudo terá começado com a vitória em Riade e, apesar de alguns percalços pelo caminho, esta vitória é parte desse ciclo, iniciado já lá vão duas décadas e meias. Se o futebol tem muito de aleatório, no fim, acaba por premiar o trabalho e os corredores de fundo. Um país pequeno, com muitas fragilidades, também na organização do desporto de competição, tem no futebol um caso à parte.
