Um Ai-Jesus
Um grande benfiquista e conhecido melómano, há tempos que tem a mais exata analogia para o que se passou no Benfica nos últimos cinco anos. Imaginem que, após os 35 anos que Herbert Von Karajan dirigiu a Orquestra Filarmónica de Berlim, o grande maestro austríaco tinha sido substituído por um outro regente, com alguns conhecimentos musicais, mas sem grande rasgo ou talento. Em alguns momentos, a orquestra continuaria a soar bem. Bastava que o 1.º violino fosse o mesmo, o naipe de metais se mantivesse relativamente inalterado e os percussionistas soubessem como continuar a marcar os tempos. O problema é que, à medida que os instrumentistas fossem saindo, a qualidade musical começaria a ressentir-se e já não havia maestro para recompor a orquestra.
