_

Pedro Santos Guerreiro
Pedro Santos Guerreiro Jornalista

Herrera

O homem foi cilindrado esta semana pelos portistas. Porque ofereceu um canto ao Benfica que, ao minuto 92, haveria de dar o golo do empate no Dragão. Mas se é verdade que sem aquele canto provavelmente o jogo teria acabado sem golo encarnado, o problema não foi só aquele minuto. O homem errou e Herrera é humano.

A análise do jogo do fim de semana já foi dissecada largamente nestas páginas, concluindo muitos comentadores que o FC Porto, que merecia ganhar, se refugiou demasiado cauteloso nos últimos 20 minutos, o que deu ao Benfica o espaço para aproveitar uma sorte sua ou um erro do adversário. O ponto a salientar aqui é outro: é que é sempre tentador crucificar um jogador em vez de diagnosticar a equipa. Não foi o golo do FC Porto uma falha evidente do guarda-redes do Benfica, que deixou espaço entre si e o poste? Foi. Mas como o resultado acabou sendo favorável à equipa de Lisboa, Ederson não foi passado a ferro (e bom, tirando esse erro, o guarda-redes fartou-se de defender).

PUB

As equipas jogam com um entrosamento tático e uma estratégia de jogo que compromete todos, dos jogadores ao treinador. Um empate no último minuto é um empate de todos, como este também foi. Até porque um jogo não tem só o último de 90 minutos. Ou de 92.

Por Pedro Santos Guerreiro
Deixe o seu comentário
PUB
PUB