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Ou o FC Porto está sem liderança ou o FC Porto está sem dinheiro, porque não pode ser só falta de pressa. A equipa de futebol precisa de um treinador para lutar pelo que resta desta época e começar a projetar uma estratégia que semeie melhores proventos a partir da próxima. Nem que seja assumir que é Rui Barros…
Nenhuma equipa, seja desportiva ou numa empresa, sabe para onde vai se não tiver uma liderança clara e uma estratégia definida. Ora, a saída de Julen Lopetegui deixa a equipa sem coesão e a massa associativa desmobilizada, para não dizer desmoralizada. Daí a ‘chicotada psicológica’. Mas sem entrada de novo treinador, e forte, a chicotada faz o dano ao clube sem o acordar para um futuro melhor.
Nas últimas semanas, os jornais encheram-se de nomes possíveis, nomes prováveis e nomes improváveis. Qual será a pessoa? Fernando Pessoa não será com certeza, brincou Jorge Nuno Pinto da Costa. O presidente do FC Porto tem graça. Mas a indefinição não tem graça nenhuma. Como ainda agora se viu em dois jogos com o Boavista, cuja capacidade de combate se mostrou muito reduzida, é possível golear causando bocejos e logo a seguir ganhar num penálti defendido em cima do fecho. O que não é possível é pensar que o FC Porto está bem. Não está. Precisa de liderança, começando na administração, para que garanta um treinador que acabe com esta longa fase de inconstância na equipa, pegue nos cacos dos últimos meses e reconstrua o campeão que, afinal, o FC Porto continua a querer ser.
Por Pedro Santos Guerreiro