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Cristiano Ronaldo é o maior e na próxima semana vamos inchar de orgulho quando ele ganhar a sua quarta Bola de Ouro. José Mourinho é o maior. Pepe, Coentrão, Ricardo Carvalho são os maiores. Por serem os maiores, é difícil pô-los em causa. Mesmo que tenha sido alguém por eles a pô-los nessa posição – a fazer ou a deixar fazer desvios de dinheiro para offshores que o fisco espanhol inspeciona e está a investigar. Pagaram os impostos devidos?
A investigação internacional de 12 jornais europeus, entre os quais o ‘Expresso’, toca nestes desportistas que, pela nossa admiração e gratidão, são quase intocáveis. No miolo destes casos, como noutros de jogadores estrangeiros que foram ou estão a ser analisados, está em muitos casos um país (Espanha), um clube (Real Madrid) e um agente (Jorge Mendes). A administração fiscal dirá da sua justiça tributária. Mas nós, como cidadãos, também temos uma opinião a formar, sobre se toleramos práticas como estas.
O futebol é um desporto de sonho que algumas pessoas – sobretudo alguns agentes, empresários e dirigentes – adulteram para seu bem e para mal do desporto e dos próprios desportistas. A denúncia precede o esclarecimento e a declaração de inocência ou de culpa. Assim seja.
Por Pedro Santos Guerreiro