Pedro Santos Guerreiro
Pedro Santos Guerreiro Jornalista

Trincheiras

Seja a justiça cega, surda e muda e decida como deve decidir, mas os casos de disciplina com dirigentes que aí andam parecem encher mais olhos que barriga. E como somos surdos para o que se passou num túnel, o que a vista mostra é pouco. Ou houve estardalhaço pela boca fora ou não se vê razão para tanto alvoroço.

Significa isto que não temos elementos suficientes para apreciar o caso de Alvalade após o jogo entre Sporting e Arouca. As imagens sem som não mostram nada de especial e mesmo o fumo eletrónico da boca de um presidente para a cara do outro é provocação mínima (e pouca educação).

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Não é grande exemplo o que estes presidentes vão dando, o que estava de cabeça perdida no túnel e o que o chamou de bisonte na conferência de imprensa. E isso é suficientemente reprovável, em clubes em que o desporto deve ter mais do que a mesma raiz da palavra desportivismo. Mas adiante.

Adiante é que era bom, porque o caso não parece merecer tanto. Como noutro, o do presidente do Benfica, suspenso por ter dito que uma arbitragem tinha sido uma vergonha e que não queria lá daquilo. Se foi mesmo isto, como noticiado, então também não é grande coisa e dá para questionar a proporcionalidade da sanção.

Se há coisas graves para denunciar e julgar em comités disciplinares – e há –, elas são provavelmente outras. Limpar o futebol há de ser mais do que lavar a roupa suja de quem anda em brigas de rua.

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Por Pedro Santos Guerreiro
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