Abrir o jogo

Pedro Santos Guerreiro
Pedro Santos Guerreiro Jornalista

Pinto da Costa

Estivemos tanto tempo a pensar nas glórias do Euro que não passámos tempo nenhum a pensar no que a época passada significou. O defeso serve para mais que especular mil contratações de que se concretizam uma dúzia e nesta coluna não se contribuiu ainda para falar de um grande clube que se apequena: o FC Porto.

A época passada foi mais do que a miséria de resultados para um clube habituado a ganhar. Não correu mal – está a correr mal. O FC Porto padece do que à falta de melhorchamamos de feitiço. Melhor resposta é dizer que a era de Jorge Nuno Pinto da Costa tem como data de fim uma data que já passou. Só que não passou. E resumir o declínio do clube ao tempo que falta para suceder ao maior presidente em 30 anos é uma forma de negação. O FC Porto está numa situação desportiva desconsolada e numa posição financeira quase descontrolada.

Sabemos como o clube aqui chegou mas isso é inútil. Útil é perceber se é com esta equipa que sai disto. Não a equipa de futebol: a equipa de gestão.

Tem de ser com esta equipa, outra não há. E se Jorge Nuno Pinto da Costa é presidente, é esse o seu mandato. Deixar o clube em forma, não deformado pela segregação da luta de poder e da ganância pelos negócios.

O futebol português precisa de clubes fortes, pela competição e pela capacidade de envolver massas e poder investir. O Benfica já andou pelas ruas da amargura, o Sporting já foi a própria amargura, mas o FC Porto foi sempre demolidor com este presidente. Até agora. Agora é tempo de liderança e o melhor será que aqueles que vêem em Pinto da Costa um decadente de um livro d’Eça sejam passados a ferro por uma presidência resistente e não desistente. Pinto da Costa sabe mais a dormir que nós todos acordados. Que acorde, cale os lacraus que minam o Porto e devolva a força ao clube perdido no esforço de se encontrar. Pinto da Costa sempre foi o maior.

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