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Ronaldo teve "um ano de sonho", como ele próprio disse, e a lista dos seus feitos não tem paralelo: se houvesse Taça Interestelar entre a Terra e o resto da nossa galáxia, Cristiano teria ganho a final deste ano.

Inclui-se na falta de paralelo a vitória da Seleção Nacional de futebol no Euro em França, numa final absolutamente épica contra a equipa da casa, com um chuto dos pés de Éder que só na sua cabeça daria golo. E assim o jogador juntou-se à constelação em que Rui Patrício, Pepe ou Quaresma assomaram, num trabalho paciente e teimoso do extraordinário Fernando Santos, que fez bem tudo o que parecia mal e acertou em tudo o que jogo após jogo ia sendo chamado de errado. E assim Fernando Gomes pode coroar na Federação um ano de grandes sucessos para o futebol português, que também pela primeira vez viu a seleção feminina apurar-se para uma fase final de um Europeu, a jogar-se em 2017.

Nas competições nacionais, o Benfica com Rui Vitória à frente deixou todos para trás, dando a Luís Filipe Vieira o estatuto de construtor do primeiro tricampeonato na Luz em quase quatro décadas.

O ano de 2016 foi desgraçado em muitas frentes. Mas não no futebol. Não neste país de campeões.

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