Benfica a contas

Adicione como fonte preferencial no Google

"Entre muitos, um", diz o latino lema do clube, mas há dois Benficas nas contas financeiras: o da SAD e o do Grupo SLBpp. O relatório publicado esta semana, que o Record analisou na edição de ontem, mostra-o bem.

Sim, são outra vez as contas consolidadas de todo o clube comparadas com as contas da sociedade anónima desportiva. Mas desta vez não é para dizer que umas são más e as outras menos más – e que ambas estão a melhorar. Desta vez é para sublinhar que as contas da SAD são as do passado recente e as do clube são as antepassadas deste. Usando a linguagem dos bancos, há um "Benfica bom" e um "Benfica mau" mas ambos convivem.

O "bom" é o dos anos mais recentes, em particular o da última época, em que por mérito da carreira na Champions e de algumas vendas fabulosas de jogadores os lucros subiram e os capitais próprios ficaram positivos. O "mau" é o deixado por Vale e Azevedo numa situação calamitosa, a que acresceram investimentos elevados em infra-estruturas, nomeadamente no estádio. O resultado é um passivo elevadíssimo. E agora já não há um "telefone vermelho" para o BES.

Percebe-se assim que as contas da SAD tenham uma ênfase dos auditores, que mostram a dependência da boa-vontade dos financiadores e sublinham que há mais dívidas a pagar no curto prazo do que créditos a receber. E percebe-se a delicada gestão financeira que tem sido feita.

Se um dia alguém pensar em fazer uma estátua ao lado da de Eusébio, ninguém se lembrará do gestor financeiro, mas Domingos Soares de Oliveira ainda vai ter lugar no museu do clube. Um busto discreto, vá.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade