Cotovelada

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A semana está a correr mal ao Sporting. Perdeu dois jogadores para o FC Porto, foi afastado pelo Portimonense da Taça da Liga, viu o caso dos vouchers ser arquivado e vê o seu jogador em melhor forma ser processado por agressão. Destes casos, não se falará muito mais da ida de Marega e José Sá para o Porto (que já desviara Suk de Alvalade) e a Taça da Liga é tão importante como verniz nos pneus de um automóvel - vai falar-se, sim, é de Slimani.

Slimani está imparável. Marcou em todos os jogos desde o início deste ano. É capaz de marcar, golear, virar o jogo. Está tão imparável a jogar que só pode ser parado fora do jogo. A abertura de um processo disciplinar pela agressão a Samaris pode resultar numa suspensão.

O Sporting está a espernear, mas a cacetada de Slimani é descomunal, é sem bola e merecia vermelho direto. Que seja aberto um processo disciplinar, por mais inoportuno que seja para o seu clube, não espanta. Só espanta que noutras agressões semelhantes o mesmo não tenha acontecido. Merece Slimani ser suspenso dez jogos? Provavelmente não, seria excessivo. E ser suspenso dois? Provavelmente sim.

Por mais explosivo que este caso seja, a agressão de Slimani não é inventada e o jogador merece punição, que não teve durante o jogo. O Sporting quererá agora amenizar a decisão, alimentando a onda de indignação para que se creia que é o Benfica quem está a manobrar tudo. Mas o erro original deste processo esteve no cotovelo do seu jogador. Slimani pode ensinar desporto, mas tem de aprender desportivismo.

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