O que é isto, FCP?
O que é que se diz do FC Porto? Que é embaraçoso? Que é um desastre? Que José Peseiro não melhorou o que Lopetegui piorou? Não se trata apenas da derrota com o Tondela mas sim, trata-se também da derrota com o Tondela. Se o FC Porto acha que isto é admissível então atingiu um ponto inadmissível.
O plantel mais caro do ano em Portugal arrisca-se a poder ganhar apenas a Taça este ano. E está num desnorte tal que já nem os adeptos parecem acreditar, como se vê pelas baixas afluências de adeptos ao Estádio do Dragão. É difícil não pensar que o defeito atual do FC Porto foi a sua maior virtude nas últimas décadas: a liderança de Jorge Nuno Pinto da Costa. O presidente histórico do clube foi nesta coluna elogiado durante anos mas o declínio da sua liderança é evidente.
O atual mandato de três anos de Pinto da Costa arrisca-se a corresponder ao tricampeonato do Benfica, coisa nunca vista. Neste triénio, o FC Porto ganhou uma Supertaça em futebol e, nas demais competições, perdeu o domínio no hóquei em patins para o Benfica, que também ganhou protagonismo no andebol e no basquetebol.
O ocaso de uma liderança é mais ou menos inevitável mas há formas de sair bem e de sair mal. Pinto da Costa está na história do FC Porto para sempre mas o seu capítulo na história pode já estar terminado. O que se está a passar no clube não é normal, nem pelos desaires de resultados que tornam o orçamento um esbanjamento de dinheiro, nem pelas suspeitas em torno de muitos negócios, nem pela perda vertiginosa de força para o Benfica de Luís Filipe Vieira e até para o Sporting de Bruno de Carvalho. Pinto da Costa merece sair bem. E preparar bem a sua sucessão. Mais cedo ou mais tarde. Antes mais cedo.
