Temos Ronaldo

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Passámos mal ao ver os jogos, passámo-nos da cabeça ao ver tanta apatia, passámos as passas do Algarve com tanta falta de sorte mas passámos aos oitavos-de-final. Sem brilho, sem classe, sem grande esperança no que se segue mas lá vamos. Três jogos, três empates, no grupo mais fácil da primeira fase. Não é grande coisa. Sempre é qualquer coisa.

Houve ao menos um jogo bom. O de ontem, contra a Hungria. Um dos melhores jogos do campeonato até agora. Um jogo cheio de golos e de emoção até aos últimos minutos. E que raio de últimos minutos, tudo a jogar para passar tempo. Seria esse o recado em papel por Fernando Santos a Cristiano, jogar para o empate, para apanhar adversários menos fortes? Enfim, o que se segue será tudo menos fácil, mas o percurso pode até ser menos montanhoso do que se tivéssemos ganho e apanhado outros adversários.

A equipa está frágil e parece cansada. A análise nas páginas do Record di-lo-á de forma mais competente mas parece claro que a defesa tem brechas, que no meio-campo João Moutinho anda com o candeeiro apagado, que o ataque tem dias. Mas ontem viu-se João Mário fazer uma grande segunda parte, viu-se a entrada de Quaresma e Renato fazer a diferença, e sobretudo viu-se Ronaldo ser Ronaldo.

Ainda não o tínhamos visto

neste Euro. Ontem puxou pela equipa, marcou dois grandes golos e isso fez toda a diferença. Assim seja doravante. Porque a equipa não é só um jogador mas sem este jogador não somos a mesma equipa. É preciso muito mais do para chegar ao fim. Ou para passar aos ‘quartos’. Mas já lutamos e já temos capitão a capitanear. Com um bocadinho de sorte até vamos lá. Até agora, sorte nem vê-la, nem tê-la.

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