Abrir o jogo

Pedro Santos Guerreiro
Pedro Santos Guerreiro Jornalista

Transferências

É muito milhão. Mas será assim tanto? E para onde vai? Para os bolsos de quem? O fecho do mercado de transferências, que é agora acompanhado em direto por todos nós, mostra que o Benfica continua a fazer negócios volumosos (vendas de Renato Sanches e Nico Gaitán), que o Sporting passou a fazê-los (a saída milionária de João Mário) e que o FC Porto deixou de fazê-los. Escrevo ainda antes do derradeiro minuto do fecho do mercado, mas o clube do Dragão parece ter desaprendido de fazer as super vendas que ensinou os outros clubes a fazer.

Mas há outras tendências. Uma é de que, como sempre, os agentes são peças essenciais nos negócios que se fazem mas também nos que se desfazem. A novela dos últimos dias com Rafa com o Benfica mostra-o bem. A outra tendência é a de que os clubes, endividados como estão, têm mais pressão para encaixar dinheiro com vendas do que autorização para gastar verbas com compras. Porque todos precisam de reduzir passivo bancário e de baixar as folhas de ordenados.

O caso mais claro é o do Sporting, que depois do perdão de dívida que o clube jura que não existiu ficou amarrado aos bancos, sendo obrigado a entregar parte de receitas com vendas de jogadores (e, já agora, com a Champions). Uma espécie de Troika. Não é estranho, é o que é. Mas são forças financeiras, em que os clubes que se endividaram de mais têm agora de gastar um pouco menos.

No fecho do mercado, o Benfica diz adeus a dois enormes jogadores mas parece ter conseguido contratações promissoras. O Sporting idem, vendeu duas peças essenciais da equipa, terá agora de conseguir provar a si próprio que mantém-se a jogar à campeão, como conseguiu contra o FC Porto no fim de semana. E o Porto é o mais apático nas movimentações. Quem mais ganhou então? Os agentes, os nem sempre claros detentores dos passes... e os bancos.

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