Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

Verde, esperança

Hoje vou abandonar a minha postura habitual – contra a corrente – e envolver-me naquele movimento regenerador, de união entre todos os sportinguistas, que está a resultar das eleições do passado dia 8.

Antes delas tinha manifestado neste espaço "a esperança de que as eleições, dentro de duas semanas, se traduzam em manifestações do mais elevado espírito leonino, com sete grandes sportinguistas a serem pontualmente adversários, mas que no final aceitem o veredicto soberano dos Sócios, para voltarem a conduzir o Clube ao prestígio de sempre, unindo-se na consecução das excelentes ideias que têm sido veiculadas nas campanhas de todos eles. A minha condição de Sócio, há mais de 40 anos, leva-me a terminar este singelo escrito com uma manifestação de franco OPTIMISMO, sem reservas."

Efectivamente, o clima que se tem vivido nestes poucos dias passados é devido, não apenas à postura do Presidente Frederico Varandas e dos restantes membros eleitos – moderadamente eufóricos pela escolha do seu programa –, mas também pela imediata aceitação dos resultados por todos os vencidos e pelos cumprimentos aos vencedores.

Apenas com o apoio das estatísticas e sem menosprezo pelos resultados das restantes listas, os números auferidos pelos dois mais jovens candidatos permitem augurar um futuro estável: 18.452 votantes totalizaram 84.206 votos, representando 79,16% dos que cairam nas urnas.

Até porque o mui digno vencido (João Benedito) foi quem teve mais votantes, mas nunca o referiu e logo felicitou o vencedor, disponibilizando todo o seu eleitorado para o apoiar na difícil tarefa que vai ter pela frente. Tornou-se, assim, credor da admiração de toda a família leonina e, dada a sua idade e formação, logo se constituiu como alternativa democrática em futuras eleições.

Sem deixar de salientar o excelente trabalho de todos membros da Comissão de Gestão – com natural destaque para os que mais deram a cara, Artur Torres Pereira e José Sousa Cintra, que conseguiram devolver a credibilidade perdida – o caminho vai ser longo e muito difícil para os novos gestores da nau sportinguista.

Para além do que tem de ser feito por eles, é imperativo exigir que as altas instâncias desportivas, políticas e jurisdicionais criem condições para que todos os concorrentes possam lutar, sempre e em todas as circunstâncias, com os mesmos argumentos.

A esperança é verde, o futuro está assegurado.

* Antigo colaborador de Record (1991/97), foi o último Director da Gazeta dos Desportos (1995); escreve segundo a antiga ortografia

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