Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

Taça de Portugal

A Taça de Portugal é a segunda prova mais importante do calendário futebolístico nacional, a única que teve sempre a mesma designação (desde a temporada de 1938/39), estando a disputar-se a sua 79.ª edição, pois não teve lugar nas épocas de 1946/47 e de 1949/50.

Ao contrário do Campeonato Nacional (também designado de Portugal, da I Divisão ou da I Liga), que apenas teve 5 vencedores – FC Porto, Benfica, Sporting, Belenenses e Boavista – a "Taça" tem sido muito mais "democrática", pois já foi ganha por 13 clubes diferentes, dos quais apenas 9 militam actualmente na I Liga.

Benfica (26 vezes), Sporting e FC Porto (16), Boavista (5), Belenenses e Vitória de Setúbal (3), Sp. Braga (2), Vitória de Guimarães e Desportivo das Aves (1) são os primodivisionários que já venceram esta prova; Académica (2 vezes), Leixões, Beira Mar e Estrela da Amadora (1) foram os outros vencedores.

A Taça de Portugal é uma prova aberta à participação de clubes de todos os escalões, da I Liga aos Distritais, sendo a verdadeira "festa do Futebol" que, por vezes, leva as melhores equipas aos mais longínquos estádios e frequentemente provoca suspresas que ficam na memória dos adeptos por muitas décadas.

Desde a sua criação é uma prova a eliminar; umas vezes jogada a duas mãos, outras num único jogo até ao apuramento do vencedor, com prolongamento e penaltis, se necessário.

Nos últimos anos tem seguido um regulamento sem grandes alterações mas que, em nosso entender, tem dois aspectos que importa rever; o primeiro diz respeito à repescagem de equipas derrotadas na 1.ª eliminatória, o que contraria o espírito da prova, já que assim poderá ser ganha por quem tivesse sofrido uma derrota; o outro é o facto de as meias finais serem disputadas a duas mãos, única fase em que tal acontece, sem que se entendam as razões para tal.

Finalmente, uma sugestão para alargar o âmbito da "festa do futebol", que passaria pelo aumento do número de participantes dos Distritais, dos actuais 40 para pouco mais de 80 (3 ou 4 por distrito), o que evitaria haver isentos na 1.ª eliminatória ou a repescagem de derrotados.

Assim, essa 1.ª eliminatória seria disputada pelas equipas do Campeonato de Portugal (CP, são 70 este ano, por haver 2 equipas B) e pelas necessárias dos Distritais por forma a apurar directamente 78 equipas para a 2.ª eliminatória; a que se juntariam as 14 da II Liga, totalizando 92 para seguir o esquema dos últimos anos, com as equipas da I Liga a entrarem na 3.ª eliminatória.

Manter-se-ia a distribuição regional por séries, para evitar viagens longas, podendo também ser feito o acasalamento de todas as 70 equipas do CP com outras tantas dos Distritais, o que permitiria interessantes disputas geradoras de grande entusiasmo popular.

* Antigo colaborador de Record (1991/97), foi o último Director da Gazeta dos Desportos (1995); escreve segundo a antiga ortografia

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