Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

As faltas no futebol (II)

Continuamos a analisar as faltas no futebol, as que nunca ou raramente são marcadas, os casos em que não há falta mas deve ser mostrado cartão, o benefício do infractor e outras situações merecedoras da atenção de quem gosta de futebol. Aqui ficam alguns casos seleccionados.

Os guarda-redes são useiros e vezeiros na demora de reposição da bola em jogo. No caso de terem a bola na mão, já registámos demoras de 10, 12 e até 15 segundos (em vez dos seis autorizados) e não temos ideia de alguma vez ter sido marcada falta; acresce que, depois de toda aquela demora, a bola é colocada no chão e já nem há limite para o arrastamento do jogo passivo.

No caso do pontapé de baliza, os árbitros têm critérios muito díspares na punição dos exageros, só mostrando o cartão amarelo muito mais tarde do que deveriam ter feito; e acontece por vezes que, depois de "amarelados", os guarda-redes mantêm a mesma postura – mas não recordamos que alguma vez a reincidência tenha sido punida com 2.º amarelo e consequente vermelho.

Outro caso é a reposição para um defesa que, acossado pelo adversário, toca a bola dentro da área obrigando a repetição; em rigor não há falta, mas é anti-jogo a justificar a exibição de cartão amarelo, como, aliás, já foi defendido num painel televisivo recente.

Há muitos anos (anos 50) num Académica-Belenenses disputado em Coimbra, aconteceu a situação insólita de a bola ter sido agarrada dentro da área por um defesa do Belenenses, mas... com a mão! Grande bronca, o facto é que não estava em jogo e apenas houve repetição do pontapé de baliza; mas nesse tempo ainda não havia amarelos...

Na discussão se foi mão na bola (falta, sem qualquer dúvida) ou bola na mão (involuntária?), aqui a decisão deverá ter em conta a eventual vantagem do prevaricador, ou porque ficou com posse da bola ou porque pôde lançar um contra-ataque, por exemplo; nestes casos de evidente benefício deverá ser marcada falta.

Saber aplicar a lei da vantagem é apanágio dos bons árbitros, tantas são as vezes que muitos deles a ignoram; num recente FC Porto-Sporting (2-1) registámos quatro situações de falta em que a bola continuou na posse da equipa que a sofreu, mas em três delas foi beneficiado o infractor; pela positiva, no Braga-Sporting (1-0), o juiz sinalizou a infracção (por sinal grave) mas deixou seguir e só na paragem de jogo usou o critério disciplinar, mostrando cartão amarelo ao faltoso, que até era o 2.º e provocou a expulsão.
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