Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

Liga 2018/19 – que VAR?

Com a experiência da época passada e os ensinamentos recolhidos do Mundial – que tiveram muito de positivo mas também alguns erros evitáveis –, é com alguma expectativa que se aguarda o início da próxima época.

Novidade já conhecida vai ser a exclusividade, como VAR, de quatro Árbitros que chegaram ao fim de longas carreiras no terreno e que poderão, assim, continuar ligados à arbitragem, com vantagem para todos.

E sabe-se também que o escalão máximo dos nomeáveis para a I Liga apenas vai ter 20 árbitros, número em nosso entender insuficiente, até porque vão ter também de actuar como VAR.

Então o que é que se espera da aplicação do VAR na época que agora começa?

Em primeiro lugar, maior coordenação entre Árbitro e VAR: utilização de linguagem clara e sintética, que permita interpretação unívoca, em termos adequados e sem recurso a familiaridades (eh pá…) ou tratamento pelos nomes (ó Zé…)

Depois, clara definição, pelo VAR, do seu entendimento do que aconteceu e avaliação da necessidade de confirmação pelo Árbitro através da consulta do vídeo.

Finalmente, rapidez nas comunicações, que resultará directamente da correcta aplicação do que ficou atrás definido.

Além de tudo isto é de esperar que os VAR se assumam como verdadeiros assistentes do Árbitro, ajudando a emendar pequenos erros, dando informações sucintas (que aquele seguirá ou não) sobre situações que na TV se vêem claramente quando marcadas ao contrário.

Também são de assinalar as excessivas demoras por parte dos guarda-redes (chegaram a 20 segundos no Mundial), os exageros na definição das barreiras (nos livres) ou na separação dos jogadores que mutuamente se agarram (nomeadamente nos cantos) – neste caso tem de haver a coragem de marcar as faltas, quer defensivas (penalti e cartão), quer ofensivas (falta e cartão), quer a ambos (interrupção e cartões).

O conjunto Árbitro/VAR passará então a representar uma verdadeira "equipa de arbitragem" e não dois grupos autónomos, como ainda é.

Outra ajuda será em termos de cronometragem, sendo desejável que passe a ser, desde já, exacta nos períodos de compensação e, futuramente, quando inevitavelmente passar a ser adoptada de forma mais abrangente.

* Antigo colaborador de Record (1991/97), foi o último Director da Gazeta dos Desportos (1995) e escreve segundo a antiga ortografia

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