Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

Liga das Nações

Mais uma excelente ideia da UEFA, a criação da Liga das Nações.

Há muito que os calendários das provas europeias vinham deixando algumas datas livres de competições – de selecções ou de clubes – para disputa de jogos de preparação, de carácter particular.

Criada esta época 2018/19, a Liga das Nações vem precisamente ocupar essas datas com jogos que mantêm a finalidade de preparação, agora eivados de carácter oficial, inseridos numa competição porventura menos exigente e adequada a novas experiências, mas conferindo direito a um título e ligada à qualificação para o Euro 2020.

Um pormenor importante é a criação de 4 Ligas (A, B, C e D), definidas de forma decrescente pelos coeficicientes das selecções no ranking europeu, o que lhes confere um equilíbrio até agora ausente das fases de qualificação das provas existentes.

Essa distribuição inédita, a par de promoções e despromoções entre as Ligas, estabelece – julgamos que pela primeira vez – patamares que há muito vêm sendo sugeridos, de criação de vários escalões competitivos.

Como primeira experiência, afigura-se-nos ser uma prova bem estruturada, mas com distribuição pouco equitativa, que importará rever. Nesse sentido, apresentamos a nossa visão pessoal de uma alternativa viável.

Assim, sugere-se: a manutenção das mesmas 4 Ligas, mas 3 delas (A, B e C) com 16 selecções cada, totalizando 48 equipas; sem alteração do que respeita à fase de grupos, semifinais e final de cada Liga, promoções, despromoções e qualificações para o Euro 2020; a única diferença é que todas as selecções terão de disputar 6 jogos, pelo que as ligas A e B deixarão de ter equipas a folgar.

A Liga D será constituída pelas restantes 7 selecções, disputada em poule entre todas, podendo ser a uma volta (6 jornadas, com cada equipa a disputar 3 jogos em casa e 3 fora) ou a duas voltas, para o que seriam necessárias 12 datas disponíveis. Manter-se-á a promoção de 4 equipas à Liga C e os mesmos direitos relativamente ao apuramento para o Euro 2020.

Definido o enquadramento desejado para o futuro, importa propor os procedimentos para a necessária transformação no final da corrente época, que seriam:
i – não haverá despromoções;
ii – são promovidos à Liga A os 4 primeiros classificados dos grupos da Liga B (Liga A = 12+4 = 16);
iii – são promovidos à Liga B os primeiros e segundos classificados dos grupos da Liga C (Liga B = 12-4+8 = 16);
iv – são promovidos à Liga C os primeiros classificados, os segundos e o melhor terceiro dos grupos da Liga D (Liga C = 15-8+9 = 16);
v – ficam na Liga D os últimos classificados e os três piores terceiros dos seus grupos.

Eventuais questões de pormenor com vista à implementação dos novos quadros competitivos serão definidos por consenso, que certamente não será difícil de obter.

* Antigo colaborador de Record (1991/97), foi o último Director da Gazeta dos Desportos (1995); escreve segundo a antiga ortografia
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