Meditando sobre futebol
Se o mundo não é perfeito, como é que o futebol haveria ser?
Apesar disso, João Havelange – presidente quase perpétuo da FIFA, que liderou durante mais de 20 anos – afirmou-o peremptoriamente para justificar a imutabilidade das regras e a inacção da International Board, sempre avessa a mudanças.
Mas o facto de não ser perfeito nada impede que procuremos melhorá-lo, na certeza de que nunca atingiremos a perfeição absoluta (passe a redundância…).
Esta singela coluna irá procurar ser uma zona de reflexão sobre o que é o futebol actual e o que foi no passado, veiculando ideias novas (ou reciclando algumas tentadas que não chegaram a ter cabimento) que poderão vir a influenciar positivamente o seu futuro.
Não limitaremos as nossas "meditações" ao futebol, antes as estendendo a outras modalidades desportivas que, embora desde há muito com grande abertura para a mudança – e, assim, com inovações também aplicáveis ao futebol –, continuarão certamente a ter áreas susceptíveis de aperfeiçoamento.
Temos a noção de que iremos chocar com ideias há muito tidas como perfeitas e definitivas, vamos tratar de algumas regras em vigor que (quando a nós) não resistem a uma análise mais profunda, e apontaremos soluções que, de momento, não passarão de meras utopias mas que, bem vistas as coisas, até não o serão tanto assim…
E talvez haja quem ache que não percebemos nada de futebol (!) ou que nem sequer vivemos neste mundo…
Mas seguiremos em frente já que, por exemplo, a adopção do vídeo-árbitro parecia há pouco tempo uma ideia absurda e aí está o VAR a desmenti-lo.
* Antigo colaborador permanente de Record (1991-97), foi o último director da Gazeta dos Desportos (1995); escreve segundo a antiga ortografia
