Contra a corrente

Ribeiro Soares
Ribeiro Soares

Optimismo sem reservas

Um humorista brasileiro tornou conhecida uma frase, que repetia no final de sucessivas falhas de previsões optimistas em quadros dos seus programas, "e não se pode elogiar?"

Digamos que, em princípio de época em que nem tudo corre bem, ao contrário da linha geral da postura habitual "contra a corrente", deu-me hoje para ser optimista e, sem deixar de ser crítico, vir dar largas à esperança de assistir a uma época melhor. E, a seu tempo, se tiver mesmo de fazer "mea culpa" poderei também acabar por dizer "e não se podia elogiar?"...

Começando pelo campeão, o FC Porto, tem mostrado continuar na linha de rumo que vem trilhando e está, seguramente, no bom caminho; o Benfica, que teve de começar mais cedo, tem vindo a praticar um futebol de qualidade, com novos solistas (especialmente jovens) e resultados a condizer, com excepção do último compromisso europeu, ainda reversível; e o Sporting, passado que foi o período de grandes convulsões, voltou a ser dirigido por quem privilegia os altos valores que sempre foram apanágio do clube e a que a equipa de futebol tem dado preciosa ajuda, com empenhamento e resultados positivos.

Pena foram os desaires do Rio Ave e do Sporting de Braga, prematuramente afastados dos palcos europeus por manifesta incapacidade de confirmarem, em casa, prometedores arranques fora de portas.

Ao fim de duas jornadas, a I Liga promete, com muitos golos (58), marcados em todos os 18 jogos, média acima do habitual (3,22 por jogo) e disciplina dentro do normal (88 cartões amarelos, menos de 5 por jogo e 5 vermelhos).

Quanto às novas tecnologias, evidente benefício da experiência já acumulada, com melhor entrosamento entre os Árbitros e os VAR, a reflectir-se na avaliação dos comentadores, agora com campos bem definidos: ex-árbitros a apoiarem as decisões tomadas, contra pareceres contrários de outros. E, apesar das recomendações para evitar a "banalização dos penaltis", aí estão nove marcados em 18 jogos, com perfeita consonância entre Árbitro e VAR.

Na II Liga, com apenas 41 golos em 18 jogos (média 2,3), a estranha posição das equipas B, com apenas o Benfica em situação confortável (2 vitórias, embora sofridas) e as restantes (FC Porto, Sp. Braga e V. Guimarães) no fundo da tabala, só com derrotas e, no cômputo geral, 13 golos sofridos e apenas 1 marcado.

Embora apenas com uma jornada incompleta, a "Liga Revelação" promete, com muitos golos: 26 em 6 jogos, só uma equipa não marcou, média de 4,3.

Voltando ao Sporting Clube de Portugal, a esperança de que as eleições, dentro de duas semanas, se traduzam em manifestações do mais elevado espírito leonino, com sete grandes sportinguistas a serem pontualmente adversários, mas que no final aceitem o veredicto soberano dos Sócios, para voltarem a conduzir o Clube ao prestígio de sempre, unindo-se na consecução das excelentes ideias que têm sido veiculadas nas campanhas de todos eles.

A minha condição de Sócio, há mais de 40 anos, leva-me a terminar este singelo escrito com uma manifestação de franco OPTIMISMO, sem reservas.

* Antigo colaborador de Record (1991/97), foi o último Director da Gazeta dos Desportos (1995); escreve segundo a antiga ortografia

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