Escrever sobre si própria é, para a Rita, quase tão difícil como foi para Maradona ser só mais um homem à face da Terra. Começou a esfolhear o Record nas mesas de café, sabendo que a leitura estava limitada ao tempo que demoraria o pai a beber a bica. Já aí fazia muitas perguntas - e identificou cedo uma certa tendência para ouvir que era, no fundo, muito chatinha. Felizmente, nem sempre por estas palavras. Da natação ao futebol, experimentou várias coisas e decidiu, aos 17 anos, juntar o gosto pelo desporto ao de escrever. Estudou Comunicação Social na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e pisou pela primeira vez a redação do seu jornal desportivo em 2020. A tendência, de lá para cá, tornou-se evidente: curiosidade sempre a aumentar e o gosto por descobrir aquilo que o jogo não mostra idém. Não há nada que a fascine tanto como a notícia. Nem mesmo o aquecimento mais improvável de sempre ao som de Life is life.
