Saudade muito portuguesa
Não me recordo exatamente quando é que o futebol deixou de dar tempo para se criar saudades, algo que não diminui em nada o que sentimos por ele. Mas houve uma altura em que existia uma coisa chamada verão. Eu refrescava-me com Calippos de morango, era forçada a usar todos os dias um boné na cabeça não fosse o sol adoecer a menina e contava os dias para ver como é que as equipas voltavam das férias. Achava graça à forma como um bronzeado mudava o ar de muita gente. Agora, vejo os jogadores a irem para um Mundial a representar um clube e a voltarem já prontos para representar outro.