Como o meu amigo José que, quando bebe demais, conta sempre a história daquela noite em que levou uma tampa inesperada, também eu, volta e meia, dou por mim a recordar o fatídico verão em que fui a única criança numa colónia de férias a não poder ir à água. Depois de meses a riscar os dias no calendário, um problema de pele cujo nome não sei - nem quero saber - proibiu-me de estar em contacto com cloro e todas essas substâncias habitualmente usadas numa piscina. É realmente doloroso esperares tanto... para nada. Com as devidas diferenças, não me interpretes mal, sei mais ou menos o que estás a sentir, Lamine.