João Neves é um tipo certinho. Chega ao centro de treinos mais cedo, tem ar de quem não foge à dolorosa banheira de gelo e, não menos revelador, até usa a camisola por dentro dos calções, como mandam as regras de um bom filho de militar. Vejo-o ao longe e imagino alguém que pede desculpa quando o pisam, um rapaz que nasceu para respeitar os sinais vermelhos. Mas depois... colocam-lhe a bola nos pés num PSG-Bayern Munique e vira uma espécie de delinquente competitivo.