Sem medo
O meu retrato do jogo contra a Alemanha que escrevi nesse dia foi simples: o campeão europeu nunca pode entrar com medo. Frente à "Mannschaft" era visivelmente gritante que, mesmo a ganhar em contra-golpe, Portugal ia perder, vítima do medo (como no título do genial filme de Michael Powell), refém de amor-próprio e inexistente autoconfiança. Com a França, sem exuberâncias nem magia, vi uma equipa personalizada, consistente, que oscilou com aquele duvidoso penalty sobre Mbappé, mas que com o colectivo engendrado à maneira de Fernando Santos, cínico, a defender bem e a ir à área de Lloris pela certa, conseguiu atingir o primeiro objectivo. O terceiro lugar do grupo, o que parece já ser um talismã.