Elites, Conceição e Vieira
Li no Record que um grupo de benfiquistas estava a formar um movimento, cito o artigo, para "congregar elites de diversas áreas". Do clube deles, bem como de Sporting e FC Porto, a base para serem grandes é a sua cultura e implantação populares. E todos deviam saber que o nosso próprio País tem, como escrevo há tanto tempo noutros jornais, há décadas elites medíocres e incultas que o desgovernam a partir de empresas e banca que tèm conduzido para um buraco negro que só os impostos de todos os portugueses têm coberto como se os nossos bolsos fossem um poço sem fundo. Logo, sem meter a foice em seara alheia, julgo que devem rever o posicionamento. Até porque os vou ajudar com o que conheço do Sporting por onde tantos dessas elites medíocres e incultas exibiram (e exibem) egos, penachos e respiram o pedantismo pleno de certezas dos perfeitos ignorantes. A sua herança são os quase 500 milhões que ainda os leões andam a pagar. Desta casta de senhores feudais, que deseja constantemente um líder fraco para manter os seus nichos de poder, saiu a narrativa de que o cancro do Sporting era Bruno de Carvalho (ele que teve inúmeros defeitos, sobretudo os que lhe apontei desde a primeira hora, como alguns se esquecem, da forma não ajudar o conteúdo. Dos seus exageros comunicacionais terem ofuscado o excelente trabalho que fez nos dois primeiros anos do seu mandato). Ora, isso não é verdadeiro. O cancro do Sporting chamou-se Projecto Roquette e o primeiro a apontar, mais uma vez visionário, o pesadelo que aí vinha foi o grande João Rocha que ontem faria 90 anos. Hoje, todos sabemos que afinal as elites são sinónimo de algozes. São tóxicas. Os clubes são do povo.