Formação ou hara-kiri
Nestes tempos de confinamento tenho-me recordado de Emilio Salgari. Um escritor que pouco saiu da sua pátria, Itália, e, no entanto, conseguiu criar heróis e vilões, intrépidas aventuras em cenários tão longínquos como a Ásia ou os mares das Caraíbas dos quais Sandokan e o Corsário Negro foram os expoentes máximos. Lembrei-me da sua profícua imaginação pois estamos em tempos de pés na terra, o turismo é uma indústria adiada e os aviões não levantam voo. Voltamos a um "back to the basics", onde o consumismo sem eira nem beira travou e descobrimos que perdíamos um manancial de recursos e energias em coisas que não nos preenchiam minimamente.