O preço da fama
Quando eu era miúdo e achava que era o Futre na praia de Sesimbra a fazer fintas estonteantes, havia algo evidente: o puro prazer de jogar à bola, a alegria de festejar um golo. Julgo que os que amam o futebol passaram por este processo, tiveram os seus ídolos, sonharam com uma carreira que não é para todos. Por sinal, ainda me recordo de Aurélio Pereira a visitar essa vila piscatória e a não perder a oportunidade para mirar quem brincava com a bola porque podia por ali haver algum talento. Quando li uma sua entrevista onde revelava que «agora há crianças de 7 anos que já têm empresário», reflecti como tudo está deteriorado e corroído nesta indústria recheada de mercenários que querem sacar o máximo possível num curto espaço de tempo.