O racismo não pode morar aqui
Escrevo estas linhas antes dos duelos europeus de ontem. Tinha matéria de sobra para esta coluna com a crise de identidade de Bruno Lage, o mau momento exibicional do Benfica, o retorno do dragão ao combate, o sensacional Braga "com pés e cabeça" – como definiu cristalinamente o Rui Dias aqui em Record -, ou a constante orgia de disparates que sai da boca de dirigentes do Sporting, no caso, aquela delirante entrevista, como diria Varandas "com cabeça, membros e pernas", de Zenha ao ‘Expresso’, que, como já sabemos, calado é um poeta. Porém, afirmava Martin Luther King, "no final não nos lembramos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos". Ora, eu sou um amigo do futebol, mas mais ainda de uma sociedade racional, civilizada e baseada em bons princípios e sou inimigo da barbárie e dos mais baixos e repelentes instintos da natureza humana, logo, tinha de abordar o assunto que marcou a actualidade desportiva.