O Vieira bom e o Vieira mau
A obra de Luís Filipe Vieira no Benfica é visível, tem mérito, recuperando um emblema nas ruas da amargura para uma organização profissional e moderna. Mas faz parte do passado. Ponto. A tentação da eternização do poder levou-o a confundir interesses pessoais com os do clube e foi essa a sua flecha envenenada que o levou à desgraça. Quando na trágica entrevista à CMTV diz que "o vieirismo é o Benfica", é apenas uma reposição da célebre frase do Rei-Sol, Luís XIV, "l’état c’est mói". E foi essa mistura da sua vida com o clube que ensombra o seu legado, pois as relações com a banca e os múltiplos processos judiciais que o assolaram, enlamearam acima de tudo o Benfica.
