Os adeptos não contam?
O futebol, tal como todos os outros sectores de actividade, não estava preparado para um vírus destruidor. Mas é penoso de assistir a colossos, pujantes marcas de reconhecimento universal, emblemas que arrecadam somas astronómicas em direitos televisivos, publicidade e merchandising a cortarem despesas nos salários dos astros que encantam as bancadas. Afinal, solidez e poupança são palavras que não constam dos manuais de gestão para aquelas bandas. Não deixa de ser sinistro confirmar que o desporto-rei vive numa falsa redoma, num mundo artificial de estrelas, milhões, destinos exóticos no Instagram quando os seus dirigentes governam na realidade da penúria, sobrevivendo com receitas extraordinárias no meio de folhas de Excel completamente calamitosas.