Que Rúben Amorim fique
Julgo que qualquer pessoa racional, bem como 99 por cento dos sportinguistas, um dia tiveram dúvidas quando Hugo Viana convenceu o presidente a bater a cláusula de rescisão de Rúben Amorim ao Sp. Braga. Eram legítimas essas dúvidas, era um camião de dinheiro por um jovem técnico talentoso que começava a brilhar. Essas mesmas dúvidas não residiam na qualidade potencial do treinador, mas sim na dita maquia e, sobretudo, no "all-in" que Frederico Varandas fazia após as escolhas de Marcel Keizer ("o treinador para o mandato", palavra do presidente), Leonel Pontes e Silas, num momento de baixíssima popularidade e encostado às cordas em que um novo falhanço significaria o fim da linha da sua presidência. Desde aí, Rúben Amorim é o seguro de vida de Frederico Varandas , reforçando esse laço com a posterior conquista do título nacional.
