Todos somos João Félix
Escrevia o escritor uruguaio, Eduardo Galeano, que «a história do futebol é uma viagem triste do prazer ao dever. À medida que o desporto se foi tornando indústria, desterrou a beleza que nasce da simples alegria de jogar. Neste mundo de fim de século, o futebol profissional condena o que é inútil, e é inútil aquilo que não é rentável». Sabemos da imensa paixão que geram os três grandes por cá, mas todos reconhecem algo de insofismável da qual eu daria nota com um diálogo que nunca esquecerei do filme "A Noite", de Michelangelo Antonioni. Ao passar uma determinada personagem alguém questiona: «sabes quem é? É riquíssimo. Tem milhões em dívidas».