Toni e Borges de peito feito
Primeiro celebrar o que importa. Os 80 anos de um homem bom, amigo do seu amigo e que inspira o melhor de nós. Toni é uma referência do futebol português, do Benfica, mas respeitado por toda a gente não importa a clubite. Porquê? Porque apesar de defender sempre as suas cores como jogador e treinador, também soube respeitar os outros. É de uma geração que nos deixa nostalgia, de grandes senhores, Manuel Fernandes, Damas, Jordão, Fernando Gomes e tantos outros que não consigo fazer uma listagem completa. Era um futebol que deixa saudades à minha geração, grandes confrontos, também de combate entre presidentes e com uma arbitragem que por vezes parecia manhosa, mas depois o que contava era a confraternização. Guardo com muito cuidado todas as colecções de cromos dessa época, recordam-me os tempos em que acompanhado do meu pai e avô íamos ao estádio em clima de festa e as pessoas ouviam os relatos nos transistores porque não havia o excesso de transmissões televisivas dos dias de hoje. Era um futebol mais puro, mais de amor à camisola, sem preocupações de likes nas redes sociais, algo que não existia e não faziam falta nenhuma.